Processos de Mudança: O que ter em conta?

Processos de Mudança: O que ter em conta?
30 Maio, 2019 Ahptus
In Gestão

A mudança nas organizações é inevitável. Pode partir de uma iniciativa interna ou de uma necessidade que o contexto envolvente impõe, uma vez que as empresas são directamente influenciadas e afetadas pelas alterações que ocorrem no meio em que estão inseridas. Qualquer variação económica, social ou cultural poderá acarretar transformações para a estrutura ou modos operandi da organização.

Neste sentido, torna-se fundamental que os gestores estejam bem familiarizados com determinados aspetos dos processos de mudança. Tal permite que estejam preparados quando uma situação desta índole surgir e lhe saibam dar resposta de forma a não prejudicar a sustentabilidade da organização.

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O que é preciso mudar?

Antes de começar a delinear qualquer estratégia é primordial perceber, concretamente, o que é preciso mudar. Entender, de facto, as necessidades reais da empresa. Para além de ser um passo fundamental para começar qualquer processo de mudança, ajuda também a organizar as ideias que serão, mais tarde, comunicadas a todas as pessoas que trabalham na organização.

Esta etapa será ainda uma boa oportunidade para se analisar a janela temporal em que a mudança deverá ocorrer.

Quais as consequências desta mudança?

Os processos de mudança implicam consequências que afetam vários prismas de uma organização. Para construir um futuro sustentável, é essencial que se tenha bem presente os efeitos económicos, tecnológicos e, por exemplo, humanos que a mudança irá desencadear. A empresa está preparada? A mudança é exequível? Considere todas as variáveis para que não exista nenhuma surpresa ao longo do processo.

Ouvir a equipa

Antes de tomar qualquer decisão é fundamental ouvir as opiniões, ideias e sugestões de outros elementos da empresa. Uma mudança que influencie toda uma organização não pode ser decidida apenas por uma pessoa.

Ao apresentar a proposta e envolver as restantes equipas neste processo de decisão, faz com que os outros elementos se sintam valorizados. Por sua vez, estes terão mais facilidade em aceitar e lidar com as transformações que daí para a frente irão acontecer. Para além disso, serão eles próprios agentes e difusores de mudança mais ativos e eficientes, uma vez que têm uma melhor perceção das necessidades, objetivos e consequências de todo o processo.

 Que estratégia seguir?

Tendo limado as arestas das necessidades, objetivos e consequências reais, é necessário definir a estratégia de implementação do processo de mudança. Também pensada em constante colaboração com outros elementos da organização, esta estratégia não pode por em causa os objetivos principais, valores e missão da empresa.

Preparar as equipas

O grande valor de qualquer empresa está nos seus recursos humanos. As pessoas são, de facto, o veículo para o sucesso de todas as organizações. São elas os verdadeiros agentes de mudança, onde a transformação começa. Neste sentido, não é possível implementar um processo desta índole sem dotar os recursos humanos de todo e qualquer conhecimento e apoio que estes necessitem para incorporarem a mudança.

Esta preparação poderá passar por promover formações e/ou, por exemplo, realizar eventos de team building. Cada empresa terá de perceber o que precisa de dar aos seus recursos humanos para que a mudança seja possível.

De qualquer forma, é fundamental que a organização garanta um apoio e comunicação constantes antes, durante e após o processo para que consiga acompanhar as necessidades dos seus colaboradores e perceber, de facto, como está a correr a implementação da estratégia.

Esta implementação deverá ser gradual, de modo a permitir uma melhor assimilação dos novos processos. Tal permitirá melhores resultados do que se a mudança fosse realizada toda de uma vez. As pessoas ficam, por isso, mais motivadas para continuidade ao processo, uma vez que haverá, à partida, menos erros e entraves.

Avaliar e dar continuidade

Uma vez implementada a estratégia, é importante avaliar os resultados e se estes correspondem às expectativas iniciais definidas.     Perceber e ajustar o que não está a resultar e valorizar o que está a correr bem.

Uma vez conseguidos os objetivos estabelecidos e a mudança desejada, há que garantir que essa transformação não desvanece e que os velhos processos e hábitos não são resgatados. Daí a necessidade, mais uma vez, de um acompanhamento e comunicação constantes com os recursos humanos e gestores das equipas de trabalho.

Quer implementar um processo de mudança na sua organização e precisa de aconselhamento? Fale connosco. Ajudamos a sua empresa a crescer!

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